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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Artigo do Convidado

Achei interessante este artigo de Tiago Amorim de Brito publicado no Jornal Bahia Noticia. Ele se refere a forma suja de fazer politica da sua cidade natal, Catú, que fica localizado no interior da Bahia. Leia na integra o Artigo e veja se isso acontece em alguma outra cidade.


Artigo: O jogo da política suja e imunda em Catu


Falta exatamente um ano para irmos às urnas escolher os nossos representantes, aqueles que irão conduzir o destino da nossa cidade. As eleições vão ocorrer no domingo, sete de outubro de 2012. A festa da democracia vai contar com a participação de conhecidos personagens da política catuense.


Tenho visto o desespero de alguns grupos com pensamentos medíocres que tentam a todo custo desmoralizar nomes, e se apresentam como os senhores da razão, donos da moralidade, da ética e da honestidade.


Honestidade de que cara pálida? Todos nós que conhecemos o jogo político, temos ciência de como as articulações e os acordos são feitos nos bastidores. Alias, essa mascara ética já caiu há muito tempo.

Como diz o escritor e professor universitário Francisco Moita Flores, "Que ninguém se iluda com os grandes discursos: as ratazanas fazem o seu trabalho em silêncio, no escuro”.

Os discursos são lindos, mas não convencem mais ninguém, o povo está cansado de ser enganado. Precisamos de jovens no cenário político, com idéias e propostas novas, chega de estagnação ou candidatos com pensamentos retrógrados.


O descrédito de boa parte da população com a classe política catuense é grande. Um dos sintomas desse descrédito é a falta do compromisso de boa parte desses com a comunidade e isso vem separando a moralidade da política. Quase ninguém acredita nos nossos representantes e nem nos possíveis nomes que poderão suceder tais figuras.

A deficiência do agregamento é grande. Pré candidatos acreditam que podem caminhar sozinhos sem precisar de aliados. Alias, tem alguns nomes que se colocam como cabeça de chapa, mas não tem a delicadeza e nem a simpatia de conversar com outros nomes, pois são honestos demais.

Na teoria uma série de discursos comoventes, na pratica, uma série de interesses. Um podre e imundo jogo político. "Os políticos olham muito para o passado, se esquecem do presente e, principalmente, do futuro. Mas é perigoso este cacoete, pois quem muito olha para tras acaba torcendo o pescoço". Getulio Vargas.

Por: Jornalista Damião Flávio Silveira / Com créditos ao Jornalista Thiago Amorim
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ARTIGO DO DIA - Pereiro e o desafio da renovação política.

De acordo com cientista gente nova não quer dizer renovação na política

O desafio de renovação política é algo a ser debatido em qualquer lugar de nosso país. Desde que me entendo como eleitor, vivo procurando uma novidade na política local, vivo mendigando inovação.
As mesmas caras, os mesmos nomes, os mesmos problemas. A falta de renovação na política é um dos pontos críticos da vida pública nacional, que ganha novos personagens a cada eleição, mas não novas idéias. Na verdade temos um pensamento confuso de renovação com troca de nome. Se você troca de nome e as práticas continuam as mesmas, você não tem renovação. Por mais que entre outro, mas que continua fazendo a mesma coisa, você praticamente não mudou.
Além da falta de renovação, o que nos a chama atenção é o desinteresse dos mais jovens por política. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que em 2008 pouco mais de 12 mil dos quase 180 mil candidatos a prefeito, vice-prefeito ou vereador nas eleições municipais tinham menos de 25 anos. Porém, o jovem que entra geralmente já é filho ou apadrinhado de político. Não é aquele jovem que vê a política como utopia, como algo que de certa forma vai possibilitar que ele transforme ou melhore a atividade social.
Em Pereiro não é diferente, se fizermos uma analise dos últimos vinte e dois anos o quadro político continua mesmo. É bem verdade que as idéias se diferenciaram, mas, sem querem ser contraditório os rostos permaneceram. No executivo as figuras de Irineu, Antônio Nei ou um membro da família Estevam foram os únicos nomes que tiveram a honra de estampar a galeria dos chefes do executivo municipal.
No legislativo nenhuma novidade de grande impacto, algo que dissesse: “Entrou um novo pra fazer a diferença, agora à coisa muda um pouco”. No local, Políticos que a várias legislaturas ocupam as cadeiras do poder Legislativo e que pretendem ficar por muito tempo.  
As eleições 2012 vêm ai, momento em que novos nomes devem surgir. É nesse instante que teremos a oportunidade de buscar uma renovação para a política local, fazer uma analise de quem realmente merece nosso voto e fazermos um investimento no futuro de nossa cidade. A renovação política dever partir do principio da responsabilidade, é um instante que teremos para não apenas mudar os rostos da política que tanto tem nos causado decepções, mas, dar um crédito a pessoas que não tratem nosso município como um negócio e sim como o lugar ideal para criar os nossos filhos.

Por: Jornalista Damião Flávio Silveira.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Artigo do Dia: A PEREIRO POR TRÁS DO SOPRO DE PROGRESSO

 
Ao visitante que vem a Pereiro nesse período que vai de agosto a setembro para participar das festividades de emancipação política e/ou do novenário em louvor aos santos padroeiros Cosme e Damião, seja ele filho da terra ou não, certamente a primeira impressão que lhe deve ocorrer é a de que Pereiro está, de fato, em boas mãos.
A realização de grandes eventos festivos intercalados com uma meia dúzia de inaugurações de obras públicas e o cuidado com a limpeza da cidade e com a pintura das praças deixam os visitantes mais desatentos eufóricos.
Mas não para por aí! A pavimentação em pedra poliédrica (calçamento) e o anúncio de pavimentação asfáltica no restante das ruas má conservadas do centro da cidade; a construção de novos postos de saúde (alguns comprados a hospitais por autoridades locais, tamanha sua suntuosidade); as reformas de escolas em andamento e outras com data de início marcada; as reformas de quadras esportivas na zona rural; os serviços de terraplanagem em estradas vicinais... Segundo o Prefeito Neto Estevam, em seus últimos pronunciamentos, alguma coisinha que faltar, ele termina até o fim do seu mandato.
Tudo isso, sem sombra de dúvidas, passa a impressão de que Pereiro vive o melhor dos mundos e que prefeito melhor não há.
Não obstante, a verdade é que todo esse “sopro de progresso”, plasmado na realização de grandes eventos e inaugurações de equipamentos públicos, esconde uma perversa realidade social que oprime os cidadãos politicamente contrários ao atual governo. Tal realidade caracteriza-se principalmente pela implementação de um sistema de segregação político-eleitoral que tem o claro objetivo manter o clima de campanha eleitoral, promovendo a discordia e alimentando a divisão do povo pereirense entre “bicudos” e “bacurais”.
Apesar da constituição federal, em seu artigo 1º, estabelecer que o Brasil constitui-se em um Estado Democrático de Direito e que tem como fundamentos, entre outros, a cidadania e a dignidade da pessoa humana, aqui as políticas públicas de cunho social são usadas como moeda de troca. As pessoas que manifestam pensamento político divergente são postas à margem e submetidas a um tratamento humilhante quando buscam acesso aos benefícios sociais do governo municipal.
Como exemplo do descalabro social que acomete Pereiro, cito aqui o depoimento de um Pereirense que me despertou forte sentimento de revolta e de indignação. Dizia ele: “outro dia fui pedir ajuda ao Prefeito para a compra de um remédio, e ele me respondeu que iria verificar se meu nome estava na lista. Se estivesse, eu o procurasse depois que ele me daria”.
Mas que lista? Pus-me a perguntar!
Lembrei que nas eleições do ano passado o Prefeito determinou a cabos eleitorais seus, que anotassem o nome das pessoas que votavam em seus candidatos e os que eram contrários.
Será que a lista a que se referia o Prefeito era essa?
O fato é que o governo Neto Estevam sempre lidou de forma pouco transparente com a concessão de benefícios às pessoas carentes desta cidade. Não há um responsável pelos programas de doação a quem se possa recorrer diretamente. Quando um cidadão vai a uma secretaria solicitar um benefício, a resposta é sempre a mesma: “só com Neto ou Regina”, numa referência ao Prefeito e à primeira dama. No que tange à doação de medicamento, por exemplo, somente o prefeito e seus vereadores podem autorizar tal doação. O mais revoltante é que apesar desse medicamento ser pago com recursos da Saúde, ou seja, como nosso dinheiro, o único critério adotado para conferir o direito do cidadão ao benefício, é sua preferência político-partidária.
Coisas desse tipo têm submetido a parcela mais vulnerável da nossa população a situação humilhante e vexatória, além de tolher o exercício da cidadania daqueles que mais precisam do apoio do poder público local. Imagine só a situação de um pai de família que vai buscar ajuda para o remédio de um filho doente e seu nome não está na famigerada “lista”.
Precisamos de gestores que cuidem da infra-estrutura. Porém que cuide mais ainda das pessoas, da dignidade das pessoas. Gestores que fomentem o exercício da cidadania, que planejem o desenvolvimento econômico do nosso município e que cumpra a lei.
Que cumpra, por exemplo, o que está disposto na lei municipal 622/2009, que institui o Programa de Assistência à Pessoa Carente e Apoio Financeiro a Entidades Reconhecidas sem Fins Lucrativos do Município de Pereiro.
É através dessa lei que são concedidos toda a sorte de benefícios às pessoas carentes do município de Pereiro, como medicamentos, urnas funerárias, material de construção, horas de trator, etc. O artigo 16 da referida lei é muito claro ao prescrever que “a assistência prevista nessa lei será prestada exclusivamente aos cidadãos residentes no Município, que dela necessitem, independentemente de raça, cor, sexo, credo religioso ou preferência político-partidária” (grifo nosso).
Para se ter uma idéia das cifras que envolvem os benefícios amparados por essa lei, peguemos, como exemplo, os dois benefícios que consomem o maior volume de recursos. Dados disponíveis no Portal da Transparência do Tribunal de Contas dos Municípios mostram que de 2007 a 2010 foram gastos com medicamento e material de construção, a soma de R$ 586.950,44 e R$ 289.140,83 respectivamente.
A análise mais atenta dos números acima, mostra ainda, um dado que serve de alerta para nossa sociedade.  Os números mostram que o montante de recursos aplicados nesses dois itens no ano eleitoral de 2008 apresentou um crescimento extraordinário. Verificamos que os gastos com a doação de medicamento cresceram 77,57% em relação ao ano de 2007 enquanto que o crescimento dos gastos com a doação de material de construção, foi de nada mais nada menos que 103,89%.
Esses dados permitem presumir que no próximo ano, teremos novamente um período de vacas gordas, com doações indiscriminadas, utilizadas indistintamente como moeda de troca pelo voto do povo carente. 
Precisamos nos insurgir contra tamanho descalabro que assola nossa cidade. O povo de Pereiro não precisa de esmolas. Muito menos de fazer parte da “lista”. O povo de Pereiro precisa de democracia plena, de respeito aos cidadãos, de respeito às prescrições legais que impõem a obrigação dos gestores públicos administrarem sempre em nome do interesse púbico.
Em ultima instância, o povo de Pereiro precisa de um legislativo que além de fiscalizar as obras sob suspeita de irregularidades, fiscalize, sobretudo, a política social executada pelo governo municipal, combatendo os abusos cometidos contra os pereirenses mais vulneráveis. Que cobre o cumprimento da lei 622/2009 a qual estabelece em seu artigo 17 que “os órgãos responsáveis pela coordenação do Programa de que trata esta lei, semestralmente, remeterão ao Poder Legislativo Municipal relatório sobre a execução do Programa”.

Será que esse dispositivo vem sendo cumprido?

Antônio Sérgio Santos da Silva
Economista e Presidente do PT Pereiro

Grupo Amigos de Pereiro contra a corrupção divulga manifesto.

Eis o manifesto do Grupo Amigos de Pereiro contra a Corrupção. No artigo o grupo explica o objetivo do movimento. Foram distribuídos mais de cinco mil exemplares do texto pela cidade.
Leia na integra:   

MANIFESTO DE COMBATE A CORRUPÇÃO E PROMOÇÃO DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA.

“Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum seja venerado”. Este pensamento de Albert Einstein se encaixa perfeitamente nos ideais democráticos do grupo “Amigos de Pereiro, contra a corrupção”. É do conhecimento de todo pereirense, a luta que temos travado contra os desmandos políticos e administrativos da atual gestão municipal. Ao contrário do que faz o atual gestor, não é o poder que queremos a qualquer preço. À população, carente de bens e de conhecimentos, queremos oferecer alguns raios de liberdade. Mesmo que soe como utopia para muita gente, sonhamos com uma Pereiro liberta. Queremos que termos como corrupção, autoritarismo, perseguição e tantos outros males que impedem o exercício pleno da cidadania não façam mais parte do vocabulário da nossa gente. Queremos que o direito ao voto seja garantido ao cidadão mais simples desse lugar, acabando com a política de favores que, de forma criminosa, muitos vêm praticando. O nosso grupo que se intitula “Amigos de Pereiro, contra a corrupção” não é gleba de desocupados como já fomos taxados. O que temos feito é uma fiscalização rigorosa do dinheiro público, o que na verdade deveria ser tarefa de cada cidadão sem que isso gerasse qualquer desconforto a quem estivesse à frente de uma gestão. Não temos nenhuma rixa política, é bom que fique claro. Não invejamos a posição de quem ocupa, com status de rei lá das antigas, a função de chefe do executivo municipal. Se um dia o nosso povo descobrir a liberdade, irá perceber que lhe negaram a coisa mais preciosa. A liberdade está além de um emprego, a liberdade vai além da concessão de uma carrada de areia, a liberdade vai além de uma autorização de soltura de alguém que cometeu um pequeno delito. Independentemente das críticas que nos façam, nos manteremos firmes na promoção da probidade administrativa e no combate ao abuso de poder. Queremos fazer valer a democracia, mesmo que isso nos custe o preço que Mandela pagou para libertar o seu povo. Não queremos mais ver o povo agradecendo os favores políticos, mas queremos ver os maus políticos punidos pelo que deixaram de fazer pelo povo. Queremos ver os maus políticos pagando pelo uso indevido do dinheiro público. Vamos levar ao conhecimento de toda a população pereirense que a geração de emprego, a garantia de uma educação de qualidade, o direito à saúde devem constituir os direitos básicos de cada cidadão. Enquanto isso não se tornar realidade, não podemos falar de governo democrático. Não exerce democracia o povo que passa fome, o que não tem direito à saúde, o que não recebeu o mínimo de educação. Essa miséria é muito bem explorada pelas raposas partidárias. O povo, lesado a cada passo, é responsabilizado por não ter sabido escolher os representantes corretos. O fato é que dizem que vivemos numa democracia teórica, mas muito distante da que pensou o grande líder sul-africano Nelson Mandela. Segundo ele, “democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”. É uma concha, dessas que bem disse Mandela, a Pereiro que temos hoje. Em termos físicos Pereiro tem crescido consideravelmente, mas a democracia a cada dia mingua. Não são poucos os que vivem presos, ideologicamente falando, não poucos os que pagam caro porque fizeram uma reivindicação elementar. Vemos os direitos banalmente negociados. Vemos pessoas injustamente perseguidas. Vemos direitos propositalmente negados. O programa Mesa Redonda tem sido o principal veículo de transmissão dos nossos ideais. Sem ferir, sem inventar, sem sensacionalismo ou demagogia vamos caminhando rumo a uma gestão mais transparente, sem opressão, sem humilhados nem venerados. Queremos Pereiro crescendo, queremos uma Pereiro gigante. Para isso estamos cavando e plantando as sementes da democracia. Sem ela nada se modifica, mas com ela toda a sociedade muda. Por isso, diante de todas as considerações acima, e destacando o caráter permanente do nosso trabalho, os “Amigos de Pereiro, contra a corrupção” conclamam toda a sociedade pereirense a lutar contra a corrupção que corrói a dignidade do cidadão, contamina os indivíduos, deteriora o convívio social, arruína os serviços públicos e compromete a vida das gerações atuais e futuras.

Por: Amigos de Pereiro, contra a corrupção

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A educação de Marlinda Firmino e Vilaci Amorim.

SÉRIE EM HOMENAGEM AOS – 121 ANOS DE PEREIRO.
PEREIRO – TERRA DE GENTE QUE FAZ HISTÓRIA. 

Marlinda e Vilaci
Os óculos do passado mudou, o velho fundo de garrafa dar espaço a um óculos mais moderno. O cabelo já não está mais o mesmo, substitui o estilo anos 60 e dar espaço a uma mulher mais moderna. O jeito manso e o pensamento prévio daquilo que vão falar lembra duas figuras importantes da educação pereirense. Se chegarmos frente à Escola Virgílio Correia Lima e perguntamos por Marlinda Firmino e Vilaci Amorim, com certeza teremos como resposta: Elas não trabalham mais aqui, estão em casa, se aposentaram!
A aposentadoria muitas vezes significa parar, descansar, usufruir da vida após anos de dedicação a uma determinada profissão. Mas, com Marlinda e Vilaci não foi assim. Longe da profissão a qual se dedicaram parte de suas vidas, Marlinda e Vilaci têm em suas mentes momentos marcantes de uma vida dedicada a educação.
Formada em pedagogia e Ciências a professora Maria Firmino Bezerra, conhecida na terra que ela tanto prestou relevantes serviços como Marlinda, é uma mulher vencedora. Casou-se no final de sua carreira profissional, foi na Itália que encontrou o seu amado “Luizinho” a qual vive até o momento. A professora do Ovídio Diógenes da extinta CNEC, da Escola Estadual Antonieta Cals e Virgilio Correia Lima é conhecida pelo seu tipo calada, fala sussurrando e conselheira dos seus alunos.
“Estude meu filho, porque só assim conseguirá ser alguém nessa vida”. Foi na sala da Diretoria da Escola Virgilio Correia Lima que a professora Marlinda aconselhava um dos seus alunos. No semblante daquela mulher guerreira podia ser observar o desejo de sucesso e os conselhos de uma experiência que poucos profissionais tivera a honra de ter. Dona de um talento familiar invejável, uma devoção à igreja permanente e um sentimento por Pereiro discreto, capaz de parar para ouvir e falar apenas o necessário, Marlinda se destacou. Foi professora em varias escolas, foi diretoras nos maiores colégios, sejam eles municipais, estaduais ou até mesmo particulares. Foi mãe sem dar a luz, foi madrinha sem pedi a benção, foi heroína de muitos alunos, foi vilão de outros naqueles momentos de castigo, foi vencedora por merecer.
Ainda na Escola Virgilio Correia Lima outra professora ficava a observar seus alunos. Antes de ceder espaço à professora Marlinda, Maria Vilaci de Amorim dirigia a maior escola da cidade. Ir a Diretoria mesmo que fosse para levar um pequeno “carão” pelo mau feito do dia, era motivo para as pernas tremer. Vilaci era dura, não poupava o sermão que ia desde a apuração do acontecido até o conselho final. Filha de uma família que preserva valores morais e éticos, Vilaci aprendeu que não pode errar tanto quando se quer chegar ao objetivo desejado. A passagem pelo Ovídio Diógenes como voluntária fez com que essa professora de jeito duro se sentisse mais parte de nossa comunidade. Foi na escola da CNEC que ela conheceu grandes profissionais que logo se tornaria grandes amigos. Como Vice-Diretora da Escola Estadual Virgilio Correia Lima, seguiu o estilo de sua colega Vilani Borges, não tolerando desrespeito e nem “maucriação”. Vilaci não foi uma diretora da “palmatória”, foi uma diretora do diálogo. Ousou como poucos e viu a escola Virgilio Correia Lima começar a se modernizar. O antigo “grupo” como era conhecido pelos mais velhos, teve a organização administrativa, pedagógica e humana da professora Vilaci Amorim. Formada em Letras, conhece como ninguém o sentido das palavras, principalmente, da palavra educação. Vilaci mesmo depois de aposentadoria prestou serviços à secretária municipal de Educação, teve sua importância, juntando-se a grandes nomes como Marleide Feitosa, Carminha Almeida, Cacilda Firmino, Socorro Rodrigues (Cultura), Carlos Alberto Negreiros e tantos outros que ela teve o prazer de conhecer em anos de magistério.
Na verdade Marlinda e Vilaci se juntam aos grandes nomes que fizeram dessa terra um exemplo de superação e conquistas. Os ensinamentos desses grandes profissionais inspiram jovens que vivem diariamente a ensinar nossas crianças.
Que o livro de história possa ser completado, que na página educação de Pereiro possa ser inscritos essas duas personagens, porque se os nomes Marlinda Firmino e Vilaci Amorim não tiverem inseridos, estará faltando grande parte de nossa história.

Por: Jornalista Damião Flávio Silveira

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

“Zé Irineu e Pereiro”: Amor a moda antiga.

SÉRIE EM HOMENAGEM AOS – 121 ANOS DE PEREIRO.
PEREIRO – TERRA DE GENTE QUE FAZ HISTÓRIA.  
Entre uma piada e outra, uma gargalhada sussurrante e um pensamento de um homem que viveu como poucos, lá está José Irineu a contar mais uma história com a perfeição de um amante a moda antiga de nossa querida Pereiro. Fora da política, mas, vivendo daquilo que a política lhe ensinou, o homem que estudou em uma das faculdades mais conceituadas do mundo (USP) faz questão de dizer que Pereiro foi o lugar onde realmente pode viver com intensidade. O homem que brinca com os números e desenvolve fórmulas com a genialidade de uma dos maiores economista do Brasil também chora e ver nas músicas de Roberto Carlos a citação de momentos mágicos de sua vida.
José Irineu foi um Pereirense que ousou. A saída de Pereiro para buscar o sonho de vencer na cidade grande só foi possível por que o emprego de Motoboy na Sousa Cruz o fez conhecer melhor a maior capital do Brasil (São Paulo). Quando fora convidado para entrar na política, teve que abdicar do sonho de ser um executivo da alta cúpula paulista e abandonou o cargo de gerente de um dos maiores banco de São Paulo para ajudar sua terra que passava por momentos difíceis politicamente.
O ano era 1984; o Ceará se preparava para viver um novo momento da sua história política. Com a vitória de Tasso Jereissati em 1987 para governador do Ceará, chegava ao fim a chamada “era do coronelismo”. Enquanto isso Irineu já se articulava politicamente. Nomes da política local via no jovem economista a saída para os graves problemas que a cidade e região Jaguaribara vinha enfrentando.
A onda de pistolagem tomava conta do vale do Jaguaribe, entrar em uma campanha naquela época era colocar em risco a sua vida. Mas, Irineu não se abateu, com apoio intenso do Governo Estadual, Vereadores como Leônidas Morais, lideranças como Moacir Estevam e tantos outros que se identificavam ou não, chega a Pereiro.
As ruas ficaram pequenas para receber o homem que poderia mudar a história daquela terra, a música “o portão” de Roberto Carlos, indicação do seu amigo que também vinha se São Paulo, Arivaldo, passava a mensagem que Irineu chegara para ficar.
O povo se sentia mais seguro, via-se no sorriso das crianças, dos jovens e dos idosos o sentimento de esperança. A ida de Caco Barcelos, repórter do Globo repórter da Rede Globo colocava Pereiro como uma das cidades mais violentas do Ceará. Em uma daquelas noites de sextas-feiras de 1989 a cidade assistia em suas Tv’s preto e branco a voz inconfundível do Jornalista Cid Moreira ao dizer: A seguir: Pereiro, uma terra marcada pelo medo.
Irineu intensificava sua campanha, e mesmo com a dificuldade da época sentia na pele o sentimento do povo. “Se intimidar” nunca foi um problema para “Zé Irineu” como era chamado pelos mais simples. Foi em um dos seus comícios na “Vila Nova” que Irineu em uma noite inspirada disse: “O Homem só tem duas posições, em pé ou deitado, de joelhos nunca!”.
A coragem de José Irineu foi recompensada com a sua vitória, a música “Jesus Cristo” de Roberto Carlos fazia o povo chorar naquela caminhada histórica. Ao seguir até a igreja de Santos Cosme e Damião para agradecer após o resultado, gesto esse que repetiu em todas as suas vitórias em anos posteriores, se ajoelhou fronte a estátua de Santos Cosme e Damião e agradeceu pela vitória e por sua vida.
O homem que nos seus tempos vagos se dedica a cuidar dos seus filhos elegeu seu sucessor com uma votação recorde em 1992 (Antônio Nei), foi o mais votado para deputado Estadual na campanha de 1994 em sua cidade e ainda comemorou mais duas vezes a vitória de prefeito (1996 e 2000).
José Irineu é um homem de poucos sorrisos, ri apenas o necessário e principalmente quando reconhecem o seu trabalho e a sua importância para nossa Pereiro. No Estado assumiu importantes cargos como: Presidente da APRECE, Sub-Secretário de Estado, Consultor, Conselheiro da CAGECE, escritor e tantos outros cargos que a sua discrição não nos permite saber.
Falar de José Irineu de Carvalho é contar uma história de Pereiro antes e depois dele, é dizer que o homem que gosta de piadas deixou a política mas a política não o deixou.
Homenagiar Irineu é uma questão de justiça porque quando me perguntam quem eu sou, eu tenho orgulho de dizer: Eu sou Damião Flávio, sou de Pereiro, a terra de José Irineu.

Por: Jornalista Damião Flávio Silveira


BLOG FAZ HOMENAGEM AOS 121 ANOS DE PEREIRO

O Blog politica de Paz fará uma série de artigos homenagiando grandes nomes de nossa cidade em homenagem aos 121 anos de emancipação.
Durante toda semana de 22 a 26 de agosto faremos uma breve relato sobre importantes nomes da politica. Portanto, aproveitem esse espaço e a série: PEREIRO, TERRA DE GENTE QUE FAZ HISTÓRIA.